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Jugoslávia (português europeu) ou Iugoslávia (português brasileiro) (em todas as línguas eslavas meridionais: Jugoslavija; em cirílico: Југославија) descreve três entidades políticas que se sucederam na Península Balcânica, durante a maior parte do século XX. Traduzido, o nome significa "terra dos eslavos do Sul": o prefixo jug- (pronunciado "yug"-) designa "sul" em diversas línguas eslavas).
editar História
editar Paises que se formaram depois da separaçãoeditar UniãoA Sérvia estava dominada pelos Império Otomano desde 1463. Foi submetida ao domínio turco até 1830, quando começou a ter autonomia, e só em 1882 foi declarada independente com ajuda dos países da Europa. Em 1912 e 1913, Sérvia e Montenegro se uniram em lutas contra os turcos, e juntos conseguiram territórios. Em 1914, ocorreu um episódio envolvendo a região dos Bálcãs (mesma da Iugoslávia), que foi o estopim para ocorrer a Primeira Guerra Mundial, quando o poderoso Império Austro-Húngaro (aliado da Alemanha, com o apoio do Império Otomano, que eram conhecidos como Tríplice Aliança) declarou guerra aos sérvios, que eram aliados do Império Russo, França e Reino Unido (conhecidos como Tríplice Entente). Com a vitória da Tríplice Entente, foi fundado o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que era a união dos territórios eslavos do sul a partir da Sérvia e Montenegro, tais territórios eram: Dalmácia, Croácia, Eslavônia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e Voivodina, que eram povos com a mesma origem, linguagem parecida, porém religiões diferentes. Obviamente o regime adotado era a monarquia. Os sérvios representavam a maior parte da população, pois estavam espalhados por todas as repúblicas que compunham o reino. Em 1929, o rei Alexandre mudou o nome do país para Reino da Jugoslávia (que significa "eslavos do sul"). De 1941 a 1945, exatamente durante a Segunda Guerra Mundial, italianos e alemães ocuparam a Iugoslávia, e Hitler e Mussolini impuseram seu regime, fazendo com que católicos e muçulmanos ficassem contra os próprios sérvios, judeus e ciganos. Isso resultou em muita matança e muitas atrocidades. Assim surgiram movimentos de resistência, nos quais os partizans - guerrilheiros comunistas de Josip Broz Tito, primeiro-ministro iugoslavo de 1945 a 1953 e presidente de 1953 a 1980, nascido na Croácia - e soldados monarquistas conhecidos como chetniks, lutaram contra a ocupação e conseguiram se libertar sem a ajuda do Exército Vermelho. Tito fundou a República Socialista Federativa da Jugoslávia, que agrupava seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia. Ele criou também um sistema rotativo para o governo, para as repúblicas não ficarem insatisfeitas, que consistia na indicação do presidente a cada período ser feita por cada uma das repúblicas. O regime iugoslavo sob Tito ficou conhecido como titoísmo. Uma anedota que sintetizava o sistema político-étnico da Jugoslávia sob Tito era: "Seis repúblicas, cinco etnias, quatro línguas, três religiões, dois alfabetos e um Partido". Tito seguiu uma linha de independência em relação às orientações de Moscovo, enfurecendo a liderança soviética. Em 1948, os dois países romperam oficialmente, a Jugoslávia foi expulsa do Comintern, dando início ao período do Informbiro nos Bálcãs. Com a desestalinização, Nikita Khruschov restaurou e normalizou as relações entre os dois países, mas os iugoslavos mantiveram sua autonomia geopolítica. Isso permitiu a Tito liderar o Movimento Não-Alinhado, que se tornou uma força expressiva no Terceiro Mundo da década de 1950 à de 1980. editar SeparaçãoAs pequenas repúblicas que formavam a Jugoslávia começaram a demonstrar o desejo do fim do partido único e da instalação de uma democracia. Também queriam ter mais autonomia; foi assim que a Jugoslávia começou a entrar em crise. Em junho de 1991, Eslovénia e Croácia declararam independência e fizeram eleições presidenciais. Em 18 de setembro, seguindo o exemplo desses países, a Macedónia também declarou sua independência. Quase um mês depois, em 15 de outubro, a Bósnia e Herzegovina fez o mesmo, mas essa foi uma luta à parte. O governo da Bósnia foi concedido a um governante muçulmano, mas aproximadamente 33% da população do país era cristã-ortodoxa. A ONU (Organização das Nações Unidas) tentou intervir, mas de nada adiantou. O conflito só teve fim em 1995, quando a maior potência mundial, os Estados Unidos, interveio exigindo que Milosevic parasse. Foi o maior conflito étnico-religioso que ocorreu na região - foram mais de 250 mil mortos. Na Guerra Fria, a Iugoslávia procurou ser neutra e não se uniu a nenhum dos lados, apesar de a princípio ser socialista. Ela foi um dos países que fundou o Movimento dos Países Não-Alinhados, e se encaixava no grupo do Terceiro Mundo. No ano de 1992, a Comunidade Européia reconheceu todas essas independências, e através de um plebiscito foi decidido que o país passaria a se chamar República Federal da Jugoslávia. Na província de Kosovo, aproximadamente 90% da população era albanesa, e 10% era sérvia. Em 1998, os albaneses do Kosovo fizeram um movimento para que fossem separados da Jugoslávia, mas o exército reagiu violentamente. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, ou OTAN) pressionou Milosevic para pôr fim aos ataques. A OTAN (liderada pelos Estados Unidos) lançaram ataques durante 78 dias e causaram enormes destruições. Milosevic foi submetido a julgamento no Tribunal Penal. Por essa altura, toda a região estava com uma difícil situação econômica e o Kosovo passou a ser administrado pela ONU. De toda a Jugoslávia só restaram Sérvia e Montenegro, que em 2003 fundaram a União da Sérvia e Montenegro. Mas como já era previsto, em 21 de maio de 2006 ocorreu um plebiscito onde 55,5% dos montenegrinos expressaram o desejo de separação. Em 3 de junho de 2006, Montenegro declarou-se independente, e, apenas dois dias depois, a Sérvia declarou-se também. editar Divisão geográfica dos territóriosApós ser dividida em 1991, a antiga Jugoslávia deu origem às seguintes unidades territoriais, atualmente:
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