Hong Kong.html

 
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香港特別行政區
Região Administrativa Especial de Hong Kong
Bandeira de Hong Kong
Emblema Regional
Bandeira Emblema Regional
Hino nacional: Marcha dos Voluntários[1]
Gentílico: Honconguês

Localização de Hong Kong

Capital Distrito Central e Ocidental[2]
Língua oficial Chinês[3] e Inglês
Governo Reg. Admin. Especial
 - Chefe do Executivo Donald Tsang
Estabelecimento  
 - Ocupação britânica 25 de janeiro de 1841 
 - Tratado de Nanquim 29 de agosto de 1842 
 - Ocupação japonesa 25 de dezembro de 194115 de agosto de 1945 
 - Transferência de soberania 1 de julho de 1997 
Área  
 - Total 1.104 km² (169º)
 - Água (%) 4,6
População  
 - Estimativa de 2006 6.864.000 hab. (99º)
 - Censo 2001 6.748.389
 - Densidade 6294,65 hab./km² ()
PIB (base PPC) Estimativa de 2005
 - Total US$254,2 bilhões USD (40º)
 - Per capita US$37.400 USD ()
Indicadores sociais  
 - IDH (2004) 0,927 (22º) – alto
Moeda Dólar de Hong Kong (HKD)
Fuso horário HKT (Hong Kong Time) (UTC+8)
Cód. Internet .hk
Cód. telef. +852 (01 de Macau)
Website governamental www.info.gov.hk

A Região Administrativa Especial de Hong Kong da República Popular da China (chinês tradicional: 中華人民共和國香港特別行政區; chinês simplificado: 中华人民共和国香港特别行政区; Pinyin: Sound? Zhōnghuá rénmín gònghéguó xiānggǎng tèbié xíngzhèngqū) é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China (RPC). Está localizada na costa sudeste da China.

Hong Kong (香港, também às vezes aportuguesado como Honguecongue ou Hongue Congue ou escrito como Hongkong; Xiānggǎng, em Pinyin) possui uma das economias mais liberais do mundo e é um grande centro internacional de finanças e comércio. Antiga colônia britânica agora administrada pela RPC sob a política "um país, dois sistemas", Hong Kong possui direito constitucional de possuir um alto nível de autonomia: possui sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados (como tráfego aéreo e permissão de aterragem de aviões) e leis de imigração próprias. Hong Kong mantém até suas próprias regras de trânsito, com toda a frota de automóveis dirigindo no lado esquerdo. Apenas a defesa nacional e relações diplomáticas são responsabilidades do governo central em Pequim.

Apesar de Hong Kong ter passado para o controle chinês, o nome em cantonês da região ("Hong Kong") permanece como referência internacional, em detrimento do equivalente em chinês mandarim, "Xiānggǎng". A escrita do nome do território, tanto em cantonês como chinês, é representada pelos mesmos caracteres.

Índice

editar História

Bandeira de Hong Kong durante o domínio britânico.

A ocupação humana de Hong Kong data do Paleolítico. A região foi inicialmente incorporada no Império Chinês, durante a Dinastia Qin, e serviu como porto nas dinastias Tang e Song. O primeiro visitante europeu de que há registo foi o português Jorge Álvares. [4][5] O contacto com o Reino Unido foi estabelecido após a Companhia Britânica das Índias Orientais ter estabelecido uma feitoria na cidade vizinha de Guangzhou.

Durante a Guerra do Ópio (1839-1842), Hong-Kong foi ocupado pelo Reino Unido e em 1898 a China entregou o território por um prazo de 99 anos. A partir dessa data, a nova colónia britânica passou a ser um importante centro de comércio.

No processo que levou ao estabelecimento da República da China, em 1912, Hong-Kong serviu de refúgio político para muitos dos opositores ao novo regime. Após 1912 o nacionalismo chinês afirmou-se hostil relativamente a potências externas. Entre 1925 e 1927 este regime proibiu o acesso de navios ingleses aos portos do Sul da China, facto que comprometeu seriamente o comércio de Hong-Kong.

A guerra sino-japonesa da década de 30 levou a China a procurar apoio contra o Japão junto de países europeus como a Inglaterra, o que facilitou as até então difíceis condições de relacionamento entre ambos os países.

A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em Setembro de 1939, veio dificultar ainda mais a vida económica da ilha. Em 1941, os japoneses, após 18 dias de combate, conquistaram a colónia. Esta ocupação durou 3 anos e 8 meses. Com a rendição incondicional do Japão (1945), os Britânicos reocuparam o território e retomaram a pujança de grande centro comercial da Ásia. Assistiu-se a uma forte industrialização baseada nos têxteis. Hong-Kong tornou-se o maior porto de mercadorias mundial e o seu produto interno bruto per capita é dos mais elevados do Mundo. O território é uma potência comercial e um importantíssimo centro financeiro.

Victoria Park em Hong Kong

Durante a guerra da Coreia, em 1950, os Estados Unidos da América boicotaram o comércio com a China comunista, uma medida que afectou consideravelmente a actividade comercial de Hong-Kong. Para fazer face a este embargo, a ilha promoveu o desenvolvimento da sua indústria, nos anos 50 e 60, tarefa facilitada pela afluência de refugiados que proporcionavam excelente mão-de-obra barata e dinheiro. Neste período, a política liberal de Hong Kong atraiu muitos investidores estrangeiros, resultando num boom económico que fez da ilha uma das regiões mais ricas e mais produtivas da Ásia.

O crescimento económico causou no entanto algum descontentamento entre os trabalhadores, uma vez que estes auferiam salários muito baixos. Este mal-estar desencadeou motins no Verão de 1967, promovidos por simpatizantes da revolução cultural chinesa. Para combater esta situação o Governo lançou uma legislação laboral; aumentou as habitações públicas e investiu mais em obras públicas, restaurando assim a estabilidade nos anos 70. Durante esta década continuaram a afluir os emigrantes oriundos principalmente da China; as relações entre as duas nações eram mais amistosas. Nos anos seguintes vieram inclusivamente a verificar-se operações conjuntas entre a China e Hong-Kong.

Em 1982, a China e o Reino Unido iniciaram conversações para a devolução da soberania sobre Hong-Kong à primeira. Um acordo assinado em 1984, em Pequim, determinou que a China tomaria conta do território a partir de 1 de Julho de 1997. Em conformidade, o regresso de Hong-Kong à soberania chinesa após 156 anos de administração colonial britânica deu-se às 24:00 daquele dia.

Hong-Kong desfruta do estatuto de Região Administrativa Especial, de acordo com a fórmula "um país, dois sistemas", também aplicada a Macau a partir de 20 de Dezembro de 1999. Deste modo, o território continua a ser um porto livre e um centro financeiro internacional, e, exceto nas áreas da defesa e da política externa, tem um alto grau de autonomia. Não paga impostos ao Governo central e o seu modo de vida, incluindo a liberdade de imprensa, quase não foi alterado.

editar Economia

Segundo o Banco Mundial, a economia de Hong Kong é a 30ª do mundo [6]. Hong Kong possui a economia menos restrita do mundo e é basicamente livre de taxas. É a 10ª maior entidade de comércio [7] e 11º maior [8] centro bancário do mundo. A presença dominante do comércio mundial está refletida no número de consulados localizados no território: em junho de 2005, Hong Kong possuía 107 consulados e consulados-gerais, mais do que qualquer outra cidade no mundo. Nova Iorque, sede das Nações Unidas, possui 93 consulados.

Vista noturna do cais nº 9, da doca central de Hong Kong.

O objetivo da política monetária de Hong Kong é manter a estabilidade da moeda. Dada a natureza da economia, fortemente orientada ao mercado externo, esse objetivo foi definido como um valor externo estável para o dólar de Hong Kong em termos de uma taxa de câmbio contra o dólar americano em HK$ 7,80 por US$ 1,00 até 2005, quando foi autorizado a flutuar entre HK$ 7,75 e HK$ 7,85.

Hong Kong possui recursos naturais limitados e maioria da comida e materiais brutos são importados. De fato, as importações e exportações (incluindo re-exportações) excedem o PIB de Hong Kong. Hong Kong possui várias ligações comerciais e investimentos com a República Popular da China que já existiam até mesmo antes de 1º de julho de 1997. Essas ligações permitem que Hong Kong seja o agente central entre a República da China em Taiwan e a República Popular da China, no continente. O setor de serviços representou 86,5% [9] do PIB em 2001. O território, com um setor bancário altamente sofisticado e boas ligações de comunicação, é sede de muitas empresas multinacionais na Ásia.

Com o PIB per capita nominal a US$ 24.080 [10] em 2004, o número é um tanto menor que a média das quatro maiores economias da Europa Ocidental. No entanto, estaria em 11º lugar em termos de PIB per capita (base PPC) no mundo (US$ 32.292), que é mais alto que o do Japão (US$ 31.384), tornando Hong Kong um dos territórios mais ricos da Ásia.

Centro financeiro de Hong Kong à noite.

O crescimento ficou com a alta média de 8,9% por ano em termos reais na década de 1970 e 7,2% por ano na década de 1980. Enquanto a economia direcionava-se mais para o setor de serviços (atualmente a manufatura é apenas 4% do PIB), o crescimento desacelerava para 2,7 por ano na década de 1990, incluindo uma queda de 5,3% em 1998, devido ao impacto da crise financeira asiática na demanda na região. O crescimento desde 2000 vem se mantendo numa média de 5,2% por ano no meio de forte deflação.

A economia logo voltou ao normal, mas teve outra grande queda em 2002, com a epidemia de SARS, reduzindo o crescimento no ano para 2,3%. No final de 2003, o alívio nas restrições de viagem impostas pela República Popular da China para Hong Kong fizeram com que o turismo crescesse e além disso, o retorno na confiança dos consumidores e crescimento sólido nas exportações fizeram com o crescimento aumentasse novamente, registrando uma média de 6,5% no primeiro semestre de 2005.

Para aumentar a cooperação econômica entre Hong Kong e a China continental, o Esquema de Visita Individual começou em 28 de julho de 2003, que permite que viajantes de algumas cidades da China continental possam visitar Hong Kong sem o acompanhamento de um grupo de turistas. Como resultado, a indústria de turismo em Hong Kong teve um enorme crescimento devido ao aumento exponencial no número de visitantes vindos do continente. Com a abertura do Hong Kong Disneyland Resort, o aumento foi ainda maior.

Hong Kong faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania. Junto de Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan, a rápida industrialização de Hong Kong fez com que a região ganhasse seu lugar como um dos quatro Tigres asiáticos.

Foto panorâmica do porto de Hong Kong.
Foto panorâmica do porto de Hong Kong.

editar Demografia

Conjunto residencial arranha-céus em Hong Kong.
A área relativamente pequena de Hong Kong obrigou o "crescimento vertical", resultando em altos prédios, como o Two International Finance Centre.

A população de Hong Kong cresceu principalmente durante a década de 1990, alcançando 6,94 milhões em 2005. Cerca de 96% da população de Hong Kong é chinesa, a maioria cantonesa. Grupos como Hakka e Teochew também são importantes. Utilizando em questões governamentais, o cantonês é falado pela maioria da população local chinesa em casa e no trabalho, apesar do inglês também ser compreendido e falado por mais de um terço da população. Desde a passagem de Hong Kong do Reino Unido para a RPC, um novo grupo de imigrantes da China continental aumentou a diversidade étnica da população chinesa e causou um aumento no desenvolvimento do mandarim no território. Os 4% restantes da população é composta por não-chineses, que formam um grupo visível, apesar de seus números pequenos.

Nesse grupo está uma significativa população sul-asiática, que inclui algumas das famílias mais ricas de Hong Kong. Mais de 15 mil vietnamitas, que vieram a Hong Kong como refugiados, tornaram-se residentes permanentes, a maioria sobrevivendo de trabalho informal. Cerca de 140 mil filipinas trabalham em Hong Kong como ajudantes domésticas e donas de casa, conhecidas localmente como amahs ou feiyungs. Outros trabalhadores similares vêm da Tailândia e Indonésia. Nos domingos e feriados públicos, milhares desses trabalhadores, a maioria mulher, vão para Central para socializar. Há também um número de europeus, norte-americanos, japoneses e coreanos, a maioria trabalhando no setor financeiro. As três fontes de migração para Hong Kong são as Filipinas (132.770), a Indonésia (95.460) e os Estados Unidos (31.330).

Arquitectura urbana em Repulse Bay, Hong Kong

Hong Kong é a quinta maior região metropolitana da RPC por população. Considerada como uma dependência, Hong Kong é um dos países/dependências mais densamente populadas do mundo, com uma densidade geral de mais de 6,2 mil pessoas por km². Hong Kong possui uma taxa de fecundidade de 0,94 filhos por mulher [11], uma das menores do mundo, e muito abaixo dos 2,1 filhos por mulher necessários para manter o nível de população igual. No entanto, a população está em constante crescimento devido à imigração de cerca de 45 mil pessoas por ano vindas da China continental.

Apesar da densidade populacional, Hong Kong foi relatada [12] como uma das cidades mais verdes da Ásia. A maioria das pessoas moram em flats e arranha-céus. O espaço aberto restante é geralmente coberto por jardins, florestas e arbustos. Cerca de 60% da terra [13] é designada como parques e reservais naturais. Caminhar e acampar são atividades externas populares nos parques localizados nas montanhas de Hong Kong. A longa e irregular costa de Hong Kong também oferece baías e praias para os habitantes da região. A preocupação com o meio ambiente está aumentando, já que Hong Kong também se classifica entre as cidades com o ar mais poluído do mundo. Estima-se que 70% a 80% da poluição do ar da cidade venha do outro lado do delta do Rio das Pérolas, da China continental.

editar Divisões administrativas

Os 18 distritos da RAE de Hong Kong
Artigo Principal: Districtos de Hong Kong

Hong Kong consiste de 18 distritos administrativos:

  1. Ilhas
  2. Kwai Tsing (Kwai Chung e Tsing Yi)
  3. Norte
  4. Sai Kung
  5. Sha Tin
  6. Tai Po
  7. Tsuen Wan
  8. Tuen Mun
  9. Yuen Long
  10. Cidade de Kowloon
  11. Kwun Tong
  12. Sham Shui Po
  13. Wong Tai Sin
  14. Yau Tsim Mong (Yau Ma Tei, Tsim Sha Tsui e Mong Kok)
  15. Central e Ocidental
  16. Oriental
  17. Sul
  18. Wan Chai

Os distritos surgiram a partir de 1999 como unidades de gestão locais de Hong Kong.

Notas e Referências

  1. Desde a transferência de soberania, Hong Kong utiliza o hino nacional da República Popular da China.
  2. Historicamente, a capital do território de Hong Kong era Victoria City; a sede do governo está localizada no Distrito Central e Ocidental (22°17'N, 114°08'O).
  3. Enquanto que a Lei Básica de Hong Kong estabelece que chinês e inglês são as línguas oficiais de Hong Kong, o tipo de chinês não é especificado. Na China continental, é utilizado o chinês simplificado e o mandarim. Já Hong Kong costuma utilizar o chinês tradicional e o cantonês historicamente e de facto.
  4. Jonathan Porter (1996). Macau, the Imaginary City: Culture and Society, 1557 to the Present. Westview Press.
  5. Richard L. Edmonds (2002). China and Europe Since 1978: A European Perspective. Cambridge University Press.
  6. [1]
  7. Hong Kong Information: About Hong Kong
  8. Century21: Learn About Hong Kong
  9. Hong Kong Country Commercial Guide 2004: Economic Trends
  10. Nationmaster: Hong Kong
  11. Hong Kong Total Fertility Rate
  12. Chief Executive pledges a clean, green, world-class city
  13. The Fifth Group Training Course on Integrated Urban Policy 1998
  14. The Profile of Hong Kong Population Analysed by District, 2007. Government of Hong Kong, Census and Statistics Department (2008-06-20). Página visitada em 2008-08-30.
  15. Hong Kong: Population, Area & Density by District Board District: 1999. Demographia. Página visitada em 2008-08-30.
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editar Ligações externas

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